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Um novo lugar….

O Que Significa Para Mim o Dia da Mãe? Um Lugar de Amor, Descoberta e Verdade

O Dia da Mãe Nunca Foi Especial Para Mim… Até Agora

Nunca parei muito para pensar no significado do Dia da Mãe.

Para mim, sempre foi um dia como os outros.

Durante grande parte da minha infância, a minha mãe estava longe, na Suíça. Talvez houvesse um telefonema, talvez alguns trabalhos feitos na escola… mas sinceramente, quando tento recordar-me deste dia, quase nada me vem à memória.

Não me lembro de grandes detalhes da minha infância — e este é apenas mais um desses dias que ficaram perdidos algures no tempo.

Mas a vida muda-nos.

E hoje, sendo mãe, comecei finalmente a olhar para esta data de outra forma.


Quando Nos Tornamos Mãe, Tudo Ganha Outro Significado

Agora sou mãe do Emanuel.

E, até agora, este dia ainda não tinha despertado grandes emoções em mim. Talvez porque ele ainda seja pequeno. Talvez porque ainda esteja a aprender o que significa verdadeiramente viver a maternidade.

Mas este ano senti curiosidade.

Decidi pesquisar porque celebramos o Dia da Mãe.

Descobri que esta celebração surgiu nos Estados Unidos através de uma filha que quis homenagear a sua mãe depois da sua morte, como forma de agradecer todo o amor, dedicação e carinho que recebeu ao longo da vida.

E isso fez-me pensar.

Porque no fundo, o objetivo deste dia é simples:

agradecer às mães.

O Que É Ser Mãe Para Mim?

Ser mãe é algo muito difícil de explicar.

É um amor diferente de tudo aquilo que já senti.

É presença.
É cuidado.
É entrega.

É estar cansada e continuar.
É colocar alguém acima de nós sem sequer pensar duas vezes.

Ser mãe é dedicação.

É escolha.

É sacrifício… mas também é um enorme privilégio.

Porque apesar de tudo o que existe de difícil na maternidade, existe também uma beleza impossível de descrever.

Uma beleza silenciosa, feita de pequenos momentos que acabam por significar tudo.


A Maternidade Também Tem Lados Difíceis

Às vezes sentimos que só se fala do lado bonito da maternidade.

Mas existe também o cansaço.
A culpa.
A sobrecarga mental.

Existe aquela sensação constante de nunca sermos suficientes.

Especialmente hoje, numa era em que passamos a vida rodeadas pelas redes sociais, onde parece que há sempre alguém a fazer mais, melhor e de forma mais perfeita.

E no meio disso tudo surge uma pergunta muito real:

Quem sou eu agora?

Onde ficou a mulher que existia antes de ser mãe?

Acredito que muitas mulheres sentem isto — mesmo que nem sempre o digam em voz alta.


Foi Na Maternidade Que Descobri Uma Nova Versão de Mim

Curiosamente, foi também neste lugar de dúvidas, cansaço e transformação que comecei a encontrar algo novo em mim.

Uma força que eu não conhecia.

Uma voz mais consciente.

Mais verdadeira.

Mais real.

Quando fui mãe, senti que encontrei algo que me faltava, mesmo sem saber exatamente o quê.

Sabes aquela palavra que ouvimos tantas vezes hoje em dia?

Propósito.

Nunca soube bem o que isso significava… até ser mãe.

Porque foi aí que senti, pela primeira vez, que encontrei o meu.


Entre Todos os Papéis Que Temos, Também Merecemos Existir

Ser mãe não é o único papel que temos.

Somos mulheres.
Esposas.
Empreendedoras.
Amigas.
Filhas.

E gerir tudo isto ao mesmo tempo pode ser profundamente desafiante.

Talvez por isso seja tão importante começarmos a criar espaços mais reais.

Espaços onde possamos simplesmente ser.

Sem comparações.
Sem julgamentos.
Sem pressão para parecer perfeitas.

Só… mulheres.


A Oficina do Desenvolvimento Nasceu Desse Lugar

Foi muito desta transformação interior que nasceu a Oficina do Desenvolvimento.

De um lugar de verdade.
De autenticidade.
De vulnerabilidade.

Nasceu da vontade de criar coisas bonitas, conscientes e reais.

Porque acredito que quando partilhamos a nossa verdade, ajudamos também outras mulheres a sentirem-se menos sozinhas.

E isso tem um valor enorme.


Feliz Dia da Mãe 🤍

Hoje quero apenas deixar uma mensagem simples:

A todas as mães que se sentem cansadas, perdidas, sobrecarregadas ou insuficientes…

Vocês estão a fazer muito mais do que imaginam.

E, à nossa maneira… somos mesmo mágicas.

Beijinhos,
Daniela 🤍